Durante o Carnaval, o número de atendimentos nos serviços de emergência cresce todos os anos. Em algumas capitais brasileiras, esse aumento já chegou a quase 20% no período, principalmente devido a casos de desidratação, quedas, intoxicações, brigas e outros acidentes que poderiam ser evitados.

A paramédica brasileira Priscila Currie, formada desde 2014 pela St George’s University of London e conhecida nas redes sociais como @priscila_paramedica_londres, explica o que um grupo de 08 amigos atentos costuma fazer para aproveitar a folia com mais segurança.
1. João bebe álcool, mas intercala com água:
· Ele bebe, depois bebe água. E faz isso de novo ao longo do dia.
· Hidratação não acontece de uma vez só, acontece gradualmente.
· No calor, dançando e suando, o corpo precisa de mais líquido do que o habitual.
2. Maria evita copo de vidro e não usa chinelo de dedo:
· No Carnaval anterior, ela tomou sete pontos no pé e precisou tratar uma infecção séria com antibiótico depois de se cortar em um vidro no chão.
· Além do vidro, às vezes há objetos perigosos no chão, como seringas descartadas que podem carregar doenças.
3. Patrícia presta atenção de onde vem a bebida:
· Lacre estranho, garrafa reutilizada, preço bom demais.
· Patrícia não se arrisca. Casos de intoxicação por bebidas adulteradas ainda acontecem.
4. Pedro presta atenção aos sinais do próprio corpo:
· Calor, horas em pé, multidão e desidratação derrubam muita gente que nem bebeu tanto assim.
· Quando sente tontura, fraqueza ou mal-estar, Pedro faz uma pausa, procura sombra e se hidrata.
5. Ana combina um ponto de encontro antes de sair:
· Celular acaba, sinal falha e multidão separa.
· Combinar antes evita muito estresse depois.
6. Rafael evita brigas e confusões:
· Discussões em festas podem escalar rápido e ninguém sabe como uma briga vai terminar.
· Se o clima pesa, Rafael prefere se afastar e continuar a festa em outro lugar. Para ele, não vale a pena arriscar a própria segurança ou a dos amigos por orgulho.
7. Carla sabe que Carnaval não é desculpa para assédio:
· Quando algo a deixa desconfortável, ela procura ajuda, segurança ou a polícia.
· Assédio é crime. Tocar no corpo de alguém sem autorização é crime. Abordagens de cunho sexual sem consentimento podem configurar crime e devem ser denunciadas.
8. Lucas sempre leva um pequeno kit na mochila:
· Protetor solar, curativos, carregador portátil, lenço umedecido e um lanche simples, como uma barrinha de cereal ou uma paçoca.
· Beber álcool sem se alimentar aumenta muito a chance de acabar passando mal.
“A maioria dos atendimentos que vemos em festas poderia ser evitada com cuidados simples”, explica a paramédica.
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