Banda Mole 2025 – JC Martins.
Com o título “A vida é dura, a Banda Mole”, a canção já está disponível nas plataformas digitais e promete embalar o desfile de 51 anos do bloco, que terá Kayete como madrinha na edição histórica que marca o retorno do cortejo
A Banda Mole, um dos blocos mais tradicionais e queridos de Belo Horizonte, acaba de lançar sua aposta musical para o Carnaval 2026. A faixa “A vida é dura, a Banda Mole”, composta por Valdênio Martinho e Rodrigo Martins, já está disponível em todas as plataformas de streaming e será tocada no desfile que marca o retorno do bloco ao formato de cortejo pela Avenida Afonso Pena, no dia 07 de fevereiro, sábado, com concentração a partir das 16h, na porta do Parque Municipal, seguindo até a Praça Sete.
A canção resgata a essência das marchinhas e dos sambas que fizeram história na capital mineira, com uma letra que celebra a diversidade, a alegria e a capacidade do folião de deixar os problemas de lado para cair na folia. Com versos como “A avenida se enche / De foliões de toda raça e toda cor”, a música reforça o caráter democrático da Banda Mole.
Totove Ladeira, produtor do bloco e músico que gravou o surdo na faixa, destaca a importância desse lançamento. “Essa música sintetiza exatamente o momento que estamos vivendo. É um resgate da nossa identidade sonora, aquela que faz o povo cantar junto e se abraçar. A gravação ficou com uma energia incrível, reunindo músicos de primeira linha da nossa cena. Quem ouvir nas plataformas digitais já vai sentir o clima do que vamos levar para a avenida no dia 7 de fevereiro”, afirma.
“Preparamos um arranjo que funciona tanto no fone de ouvido quanto no trio elétrico. Quando a gente diz na letra que a Banda Mole vai ‘atropelando a tristeza’, é isso que queremos ver na Afonso Pena: um mar de gente feliz, cantando o refrão e celebrando a vida”, completa Totove Ladeira.
Ouça a música: https://open.spotify.com/album/3qGMAFDSuaiy1kZVRXIqMa?si=euAH-zQwTAG2ghmfnBVnrA
Ficha técnica de peso
A produção musical de “A vida é dura, a Banda Mole” conta com um time de peso da música mineira. Sob a direção musical, violão e cavaquinho de Valdênio Martinho, a faixa traz a voz de Juninho Braga, baixo de Aloizio Horta, trombone de Marcos Flávio, trompete de Erico Fonseca e sax de Robson Saquett, entre outros grandes nomes. A gravação, mixagem e masterização ficaram a cargo do Estúdio Galvani.
Kayete, a madrinha da Banda Mole
A escolha de Kayete para o posto de madrinha simboliza a conexão profunda entre a história da Banda Mole e a cultura popular de Belo Horizonte. Para Luiz Mário Ladeira, o Jacaré, fundador e presidente do bloco, a artista personifica a energia vibrante e democrática que o grupo pretende levar para a Avenida Afonso Pena neste retorno histórico ao formato de cortejo. “A Kayete é carisma puro e é a cara de Belo Horizonte. Ela representa essa alegria contagiante sem perder de vista o que é fundamental para nós: a irreverência com respeito”, destaca Jacaré. Ele reforça que a presença da madrinha é essencial para o momento atual do bloco: “Ter a Kayete à frente do nosso desfile nos 51 anos é reafirmar que a Banda Mole é um espaço de todos, onde a diversidade e a tradição caminham juntas para fazer o melhor carnaval da cidade”, finaliza.
Serviço — Banda Mole 2026
Data: Sábado de pré-carnaval, 7 de fevereiro de 2026
Horário de Concentração: 16h
Local de Concentração: Portaria do Parque Municipal (Avenida Afonso Pena)
Percurso: Avenida Afonso Pena até a Praça Sete
Além da banda Deu Samba, o trio elétrico receberá vários convidados especiais para garantir a diversidade sonora e ainda os shows do DJ Manolove e Garcia do Piseiro. Para o músico André Barcellos, o cortejo deste ano tem um sabor de consagração. “Rodamos o Brasil levando a nossa música, mas tocar em casa, no Carnaval de BH, tem uma energia que não se explica, se sente. É a nossa segunda vez na folia de Belo Horizonte e voltamos muito maiores do que estreamos. O público vai sentir o carnaval de Salvador no Bloco Deu Samba: a banda numa versão carnavalesca. Preparamos um repertório único e eletrizante pra ninguém ficar parado,” destaca.
A banda Deu Samba é liderada pelo carisma e potência vocal de Arthur Domingues e Binho Costa. A base sonora fica sob a responsabilidade de André Barcellos e Fabrício Gonçalves, que trazem a expertise percussiva necessária para fundir o samba e pagode com as tendências de outros estilos musicais, criando a identidade única que se tornou a assinatura da banda.
Além do astro nacional, o evento contará com a apresentação do Grupo Largadão. Considerada a nova revelação do pagode mineiro, a banda é formada por músicos experientes e com longa trajetória na cena musical, garantindo um show de alta qualidade técnica e muito balanço para aquecer o público. E para aquecer o público, o Seu Agitho também marca presença com o melhor do samba e pagode.
Para Gabriel Enri, organizador do bloco, a presença de uma artista com a projeção de Sonza, que acumula milhões de ouvintes mensais e sucessos no topo das paradas de streaming, cumpre o papel social da festa. “A ideia sempre foi permitir que grandes apresentações pudessem ser vividas de forma democrática. A gente entende o Carnaval como esse espaço de encontro, diversidade e acesso”, afirma.
O show do Funk You vai contar ainda as participações especiais de Juninho Papauê, Pedro, do grupo do Bigode e outros nomes que serão anunciados em breve. “A nossa festa de aniversário virou tradição na cidade. É quando a gente abre o pré-Carnaval de BH do nosso jeito: com música, dança e uma energia que mistura palco e rua, todo mundo junto”, afirma Lucas Moraes, idealizador e líder do bloco. “Completar 9 anos em 2026 é a prova de que BH abraçou essa proposta — e a gente quer retribuir com uma edição especial, em um lugar novo, com estrutura melhor e uma programação que faz jus a essa história. E o melhor, vamos revelar o tema do nosso desfile durante o evento”, completa.
Fundado em dezembro de 2016, o Bloco Funk You surgiu da mobilização de um grupo de amigos com a proposta de ocupar o Carnaval de rua de Belo Horizonte com uma identidade pouco comum na folia da época: um repertório 100% dedicado ao funk, conduzido com bateria e linguagem de escola de samba. Desde então, o bloco se consolidou como um dos nomes mais reconhecidos do Carnaval da capital mineira, acompanhando e ajudando a impulsionar o crescimento da festa na cidade, especialmente ao ampliar a diversidade sonora dos desfiles e reforçar a presença do funk como expressão cultural legítima dentro da maior celebração popular da cidade.
Responsável pela execução pirotécnica, Pedro Durães explica que o show deste ano foi pensado para valorizar o desenho dos disparos no céu por meio de angulação — não se trata de “escrever letras” no céu, e sim de criar a impressão visual de formatos conforme a direção em que os fogos sobem. “Estou dando prioridade para efeitos em V, W e Z. O ‘V’ é quando os disparos saem para os dois lados e dão essa impressão de V. O W é um disparo para um lado, um no meio e outro para o outro lado, formando o desenho do W. E o Z é o efeito em zigue-zague, indo para um lado e voltando”, detalha.