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Manoel Filho destaca criatividade disruptiva como diferencial da comunicação política nas eleições de 2026

por Matheus Mattuvo

Pós-graduado em Comunicação Política e Institucional pelo IDP/DF e pela Academia Marcelo Vitorino, secretário de Comunicação de Missão Velha (CE) e vencedor do Ouro no Prêmio CAMP 2025 aplica novas estratégias para transformar temas complexos em uma comunicação mais simples e participativa
A inteligência artificial vem transformando a comunicação política, permitindo que textos, imagens e vídeos sejam produzidos em poucos segundos. Para Manoel Filho, porém, a tecnologia amplia a capacidade de produção, mas também pode fazer com que diferentes campanhas utilizem formatos semelhantes. Nesse cenário, a criatividade passa a ser um importante diferencial para as eleições de 2026.

Pós-graduado em Comunicação Política e Institucional pelo IDP/DF e pela Academia Marcelo Vitorino, Manoel Filho é Secretário de Comunicação de Missão Velha (CE) desde 2021. Em 2025, conquistou o Ouro no Prêmio CAMP da Democracia, na área de Comunicação Institucional.
A criatividade diante da inteligência artificial
Para o profissional, a criatividade disruptiva consiste em buscar novas formas de comunicar e estabelecer conexão com o público, indo além da simples produção de conteúdo. Em uma eleição cada vez mais digital, a diferenciação pode estar na maneira como a tecnologia é utilizada dentro de uma estratégia.
Tecnologia não substitui estratégia
Manoel Filho destaca a diferença entre ferramenta e estratégia. Embora a inteligência artificial possa acelerar processos e ampliar a produção de uma equipe, ela não substitui planejamento, posicionamento e criatividade. O desafio é desenvolver uma comunicação capaz de se destacar diante de uma audiência exposta diariamente a inúmeras mensagens políticas.
Da teoria para a campanha: o “abacaxi” como linguagem política
Essa visão está presente na atual campanha de Felipe Vasques para deputado estadual no Ceará, que utiliza o personagem Zé Futuro. A estratégia transforma problemas do cotidiano, como questões de infraestrutura, transporte, saúde, iluminação pública, burocracia e atendimento às famílias atípicas, em “abacaxis”, em referência à expressão “descascar um abacaxi”.
Na dinâmica, moradores apresentam seus problemas, Zé Futuro leva o “abacaxi” até Felipe Vasques e o candidato apresenta caminhos, ações ou experiências relacionadas à questão. A população também pode indicar novos problemas para serem abordados.

“Quando todo mundo consegue produzir um vídeo bonito, um card bonito ou um texto em poucos segundos com inteligência artificial, isso deixa de ser necessariamente um diferencial. O diferencial passa a ser a ideia. O abacaxi não nasceu de uma ferramenta. Nasceu da necessidade de encontrar uma linguagem que qualquer pessoa pudesse entender, reproduzir e participar”, explica Manoel Filho.
Comunicação política em transformação
A estratégia representa a busca por uma comunicação que combine tecnologia, criatividade, linguagem popular e participação. Para Manoel Filho, em um cenário eleitoral cada vez mais digital, a capacidade de desenvolver ideias próprias e transformar temas complexos em mensagens simples pode ser um dos diferenciais das campanhas de 2026.

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