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Sem networking internacional a expansão global fica mais cara e mais lenta

por Matheus Mattuvo

Empresas que buscam crescer fora do Brasil descobrem que capital e operação já não bastam sem conexões estratégicas que destravam oportunidades

Para empresários brasileiros que miram expansão internacional, o custo de crescer sem as conexões certas ficou mais alto. Com a competição global mais acessível e também mais disputada, o networking internacional deixou de ser diferencial e passou a influenciar diretamente o acesso a oportunidades, parceiros estratégicos e a velocidade de expansão.

Franco Scornavacca, conhecido como Kiko do KLB, empresário e fundador da MD1 Nexus, empresa especializada em aceleração de negócios, conexões empresariais e expansão internacional entre Brasil e Estados Unidos, afirma que a internacionalização deixou de ser uma equação sustentada apenas por capital e execução operacional. 

Segundo ele, a construção de relacionamento estratégico passou a interferir diretamente na capacidade de abrir mercados, encurtar negociações e acessar oportunidades que dificilmente surgem por vias convencionais. “Empresários ainda cometem o erro de tratar networking internacional como agenda paralela. Na prática, ele passou a ser parte da infraestrutura de crescimento de quem quer expandir de forma consistente.”

Segundo levantamento da LinkedIn Economic Graph, profissionais com redes de relacionamento mais amplas e diversificadas ampliam acesso a oportunidades econômicas e mobilidade profissional, reforçando o peso estratégico das conexões qualificadas em decisões de crescimento empresarial. Ao mesmo tempo, a retomada dos encontros presenciais também fortaleceu essa dinâmica. Projeção da U.S. Travel Association aponta crescimento de 3,4% nas visitas internacionais aos Estados Unidos em 2026, movimento impulsionado também pelo avanço das viagens corporativas e agendas de negócios.

Quem cresce fora aprende que conexão vale tanto quanto capital

Na avaliação do empresário, muitos projetos de expansão internacional começam com foco em estrutura jurídica, tributária, operacional e comercial, mas subestimam um ativo que frequentemente acelera ou trava o avanço: o relacionamento local.

“Ter capital ajuda, claro. Mas dinheiro não compra acesso imediato a ecossistemas empresariais, investidores, parceiros estratégicos ou decisões mais rápidas. Quem entra em outro país sem conexão qualificada tende a gastar mais tempo, mais energia e mais recursos para construir credibilidade”, afirma.

Para Franco, parte dos projetos de expansão internacional enfrenta dificuldades por um erro de diagnóstico: tratar a internacionalização como um processo burocrático, quando, na prática, ela também depende de capital relacional. “Muita empresa acredita que cumprir a etapa operacional basta, mas sem acesso às pessoas certas o avanço tende a ser mais lento e mais caro”, afirma.

Internacionalização sem relacionamento custa mais caro

Na perspectiva do fundador da MD1 Nexus, a transformação digital reduziu barreiras geográficas, mas elevou a concorrência entre empresas que disputam atenção, mercado, parceiros e oportunidades em escala global. Segundo ele, isso tornou o networking internacional ainda mais estratégico para empresários que buscam aceleração de negócios e expansão internacional.

“O digital aproximou todo mundo, mas proximidade não significa acesso real. A conexão estratégica continua sendo construída na confiança, na convivência e na troca com quem opera naquele ambiente. Isso vale especialmente quando falamos de expansão internacional e aceleração de negócios.”

A percepção também ajuda a explicar o crescimento da procura por imersões empresariais, encontros de networking de alto nível, missões internacionais e agendas práticas de negócios nos Estados Unidos, especialmente em polos com forte presença de empreendedores brasileiros.

“Empresário não busca mais apenas inspiração. Busca conexão aplicável, oportunidade concreta e inteligência de mercado. Quando isso acontece, networking internacional deixa de ser discurso e passa a gerar faturamento, expansão e posicionamento empresarial”, conclui.

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